Sampaio in CZ
Sunday, July 02, 2006
  Bye Cesky....

Bom, esse post é para me despedir de Praga, cidade encantadora na qual tive o prazer de viver por 4 meses. Uma experiência rica em todos os aspectos. Aprendi muito sobre a cultura da Europa "ex-Comunista", sobre como se conduz um projeto envolvendo pessoas do Oriente Médio e techies europeus, além de todas as viagens pelo Centro da Europa...

Praga deixa saudades pela sua beleza arquitetural e natural. O Magnífico Vlatva, com neve ou com calor tem um charme especial. Um país que supera com energia as marcas do passado comunista, com um turismo vibrante e uma economia até que bastante dinâmica para os padrões enferrujados da Europa Continental.

As pessoas que apesar de um pouco grosseiras em alguns momentos, valorizam a qualidade de vida, uma boa cerveja e uma conversa com os amigos; algo que comentei aqui no passado.

Não foi fácil decidir deixar esse lugar. Foram 4 meses que fizeram mudar muita coisa em minha vida e trouxeram-e a certeza de que a diversidade desse mundo é tão maravilhosa, que não faz sentido algum nascer e viver em um único lugar.
Continuarei "a saga" em http://sampaio-ca.blogspot.com
Foto tirada na despedida... Na sequência (esquerda para direita): Marcel, Martin, Pavel, Eu, Sole , Steve.
Nice guys....
 
  Buda & Pest
Um mês exatos desde nossa saída da Europa, consegui finalmente publicar sobre a última viagem que fizemos a Budapeste. Provavelmente o tempo já me fez esquecer alguns dos detalhes, mas vou fazer meu melhor :)

O Trem a partir de Praga sai da Hlavni Nadrzi por volta das 23hs, e segue rumo sudeste, passando por Brno (a segunda maior cidade da República Tcheca e Capital do Estado da Morávia), e Bratislava (Capital da Eslováquia) onde se vê alguns prédios mais modernos do que Praga. Bratislava não posui a mesma riqueza histórica, que as cidades Tchecas, portanto não conta com as mesmas estritas regras de urbanização.

O trem era uma cabine com um "treliche" que chamado Couchette, onde pode-se dormir muito bem. O único inconveniente é ser acordado duas vezes devido ao controle de passaporte nas fronteiras. Os suaves guardas tchecos e eslováquios quase derrubam a porta da cabine. Nesse aspecto ponto para o Húngaro, que foi bastante mais educado.

O trem chega por volta das 8 horas da manhã em Budapeste. (PS: Pela janela aquelas mesmas plantações amarelas que vimos na República Tcheca, e nosso amigo Americano nos explicou que era a base para a produção de Canola Oil, substituto mais saudável aos óleos de cozinha tradicionais (O Canadá é o maior produtor mundial).

Chegamos em Budapeste na estação internacional de trens (Keleti Pályaudvar) que fica relativamente próxima ao centro da cidade, em um bairro onde as restaurações ainda estão em progresso. Percebe-se logo de início que a cidade ainda precisa de muito trabalho, pois além da mão soviética, ela era uma das bases do Império Austro-Húngaro e foi fortemente bombardeada pelos aliados durante a ocupação em 1945. Vários museus mostram as fotos da chegada do Exército Vermelho em uma Budapeste completamente devastada. Mas eles estão trabalhando, e a maior parte do centro histórico está bem conservado.
O Húngaro apesar de também estranho pelo menos escreve-se de uma forma menos agressiva aos olhos latinos. Tem-se a impressão que ele não é tão difícil... Depois de 4 meses respirando Tcheco, você está pronto para tudo. Tomamos café da manhã com uma amiga Húngara do Steve que vive em Budapeste. Um lugar bastante agradável, com diversos cafés em uma praça arborizada. Detalhe para a temperatura bem mais elevada do que Praga. A cafeteria era próxima a sala
Os preços são semelhantes aos de Praga (bons), mas a moeda é bastante desvalorizada: R$1 = Ft. 100 (Florins) ou 1 dólar = 240 Ft. As notas são muito bonitas e lembram muito os selos Húngaros com litografias dos reis e nobres Magyares.
Eles não tem uma boa cerveja, e logo de cara pelo nome já percebi... Kaiser :(
A comida típica é o tal do Goulash (que eu pensava ser Tcheca), mas sinceramente não tem nada demais. O atendimento é mais no padrão oriental, sem excesso de simpatia, e com uma certa demora. Nada que incomode (muito) se você não está com pressa.
Uma das principais avenidas da cidade (Andrassay), que eles chamam de sua "Champs Elises", é bem cuidada e liga o principal Parque da cidade (fotos mais adiante) ao Danúbio, onde está a principal ponte histórica da cidade, chamada Chain Bridge (Lánchid). A Sala de ópera mais importante da cidade está nessa avenida.
A cidade é composta por duas partes separadas pelo Danúbio: Buda, onde está o castelo e a parte mais antiga da cidade, e Peste, onde está a maior parte da população e dois edifícios importantes: O parlamento e a catedral. Ao direito lado está a Chain Bridge (estamos do lado Peste) com o amigo Steve, que não curte muito um "Sightseeing" e voltou para o hotel malhar um pouco....
Ao lado esquerdo uma foto da ponte a partir de Buda, no segundo dia (com chuva).
A cidade dá uma sensação de mais "real" e menos turística, com um trânsito mais intenso. A população é de 1.8 milhões, o que é considerável para essa região. O castelo é primoroso, e extremamente imponente, com uma arquitetura bem diferente da Europa Central. O Danúbio que não tem nada de "Blue", mas sim uma cor amarelada. Assim como praga a presença do rio dá um toque especial a cidade.
Para subir até o Castelo, há uma escada e um Monorail. Opção dois foi a escolhida, claro... Pela bagatela de algo como R$ 8, depois de 15 minutos de espera e 1 no bonde você está no topo:)
O tempo ajudou bastante no primeiro dia e pudemos caminhar por toda o Castle District, sobre a colina, onde na minha opinião está o bairro mais particular de Budapeste, com um visual divido do lado Peste.
O Castelo é impressionante e imenso, o que e fica até difícil uma boa foto. Não há visitas guiadas, e pelo que vimos é um centro de casamentos (ou de fotos de casamento), pois diversos "pombinhos" ali estavam com alguns convitados enfeitados. Atrás da cúpula está uma praça cercada pelo próprio castelo, com entradas mejestosas. Algumas fontes bonitas ali também como essa, com detalhes interssantes. As explicações para turistas chamam o Império Austro-Húngaro de "O Império Bilíngue", e os Magyares demostram orgulho por ter em Budapeste a capital do mesmo por várias gerações.
Interessante observar como a cidade segue o mesmo conceito de Praga: Na curva de um rio, onde encontra-se uma colina constrói-se um castelo, e quem quiser arriscar subir que se prepare para levar pedrada. A cor do rio dá uma charme a "Pérola" ou "Rainha" do Danúnio, como chamam Budapeste. Abaixo a Chain Bridge e atrás do poste de luz pode-se ver o Parlamento (mais adiante).
Essa parede é intrigante pela quantidade de marcas de munição, provavelmente de algum combate da segunda guerra mundial ou algo que se passou durante a ocupação soviética. Não encontrei detalhes a respeito...
A região é agradável e oferece diversos cafés e restaurantes, alguns com preços bastante salgados, mas outros aceitáveis. Almoçamos com o equivalente a 9.000 Florins (R$90), isso porque bebemos vários refrigerantes, o que é caro e vem em garrafas "caçulinha". Essa Igreja (St. Mathews) é muito diferente, especialmente pelo telhado em forma de mosaico, foi construída inicialmente no século XVI, mas devido aos pequenos problemas da região foi reconstruída inúmeras vezes (e continuam até hoje).
Ao lado da Igreja está o Fisherman's Bastion, que é uma construção a beira da colina, de onde se tem uma vista espetacular da cidade. Usado como posto de defesa militar, hoje abriga um fino restaurante pertencente ao Hilton que fica quase em frente.
Continuando pelo Castle Hill, observa-se outras igrejas com os telhados em mosaico e diversas construções históricas. O detalhe é cada casa tem na porta uma placa de metal com a história do lugar, datas, etc.
O paralmento (de volta a Peste) é impressionante, mas infelizmente grande demais para minha pobre câmera. Parece que se inspirou no Parlamento Britânico para a construção do mesmo, porém as cores utilizadas aqui, especialmente a noite com a iluminação faz o lugar especial. Em frente ao mesmo está um pequeno memorial em lembrança aos mortos do socialismo. A Bandeira do País com um buraco ao meio simboliza a luta contra os amigos do Leste. A Bandeira possuía ao centro um símbolo adicionado a bandeira pelo Partido Comunista.
A noite fomos jantar em um restaurante bem bacana próximo ao hotel, que fica no bairro da estação central de trens. Bom atendimento, boa comida, boa cerveja (Belga) :)
O domingo amanheceu com chuva e fomos caminhando até a Heroe's Square, no início da avenida principal. Atrás da praça está uma réplica de algum castelo Húngaro na Transilvânia. Outra informação nova para mim é que a Transilvânia originalmente pertencia aos Magyares, mas após as subsequntes guerras, boa parte do seu territótio ficou com a Romênia. Parece que as fronteiras Húngaras foram reduzidas nas quatro direções, ao ponto que 40% dos Magyares vivem fora do que hoje é a Hungria.
Havia uma festa para crianças e o lugar estava infernal... Voltamos em direção ao Danúbio por uma outra avenida (não me lembro qual) e nos deparamos com essa ampulheta gigante, que tem duração de exatos 365 dias, quando então é girada por uma máquina. O monumento foi colocado para simbolizar a entrada do país na União Eurpéia em 2004.
As linhas de metrô são extensas, porém os trens são bem antigos, todos com inscrições russas nas portas (CCCP). Os trens não estão lá em bom estado, e as portas fecham como uma guilhotina fazendo um p... barulho. As vezes elas enroscam e o "motorista" corre para destravá-las... Compra-se o bilhete em uma máquina semelhante a de Praga e quando não se tem troco, precisa-se enfrentar o super bom humor da pessoa que fica na cabine.
Voltando para Buda, subimos até uma segunda colina mais afastada, ao lado do Castelo. Na subida (digo subida pois quase deixei meus pulmões ali), há um dos famosos banhos Húngaros. Não fomos a nenhum deles, mas todos recomendam.... Será que são realmente limpos? Do topo da colina se tem uma boa vista da cidade.
No meio da colina está um Bunker Nazista da segunda-guerra, em forma de museu com fotos da Guerra, armas, bandeiras e a história da libertação da Cidade, que parece ter sido uma das mais sangrentas da Guerra.
Pudemos até fazer "chifrinho" em um nazista :) E eu consegui ver uma Luger ao vivo, a tão famosa arma Alemã. O Bunker é interessante para se entender como os Alemães escolhiam seus lugares estratégicos na cidade, geralmente no topo, construindo sob a terra.
Cansados de andar, voltamos até o hotel (passando pela Impressionante Catedral) para esperar o horário de pegar o trem, supostamente 22hs. O resultado é que o trem saía as 19h30 e eu me enganei... Bom, pobre Steve que nada tinha com a história mas acabou se ferrando conosco. O resultado é que ele acabou voltando ao Hotel onde estávamos para mandar emails para o escritório em Praga e marcamos de nos encontrar de volta na estação de trens.
A Estação fecha as portas a 0h40 e nos perdemos do Steve que voltou do hotel por volta das 1hs enquanto estávamos andando em volta da praça procurando um cafofo para domir. Dormimos em um hotel em frente a estação, depois que o amigo do Front Desk conseguiu passar (10 tentativas) meu cartão (o amigão não acertava o código DELE de acesso, e me dizia que meu cartão tinha um problema). Já estava preparado para dormir na rua, já que não tinha Euros/Dólares/Florins em espécie suficientes para o Hotel, e o Magyar degladiava com meu cartão.
Encontramos o Steve no dia seguinte pela manhã e voltamos no trem das 7hs.... Isso sem contar que tentamos ir de metrô até a estação de ônibus e chegamos 10 minutos após a partida do ônibus para Praga....
Mais cuidado com o horário dos trens....
 
Friday, May 26, 2006
  Vyšehrad
Um dos locais mais antigos de Pragas é Vyšehrad, um castelo situado um pouco afastado do centro turístico, mas muito bonito, com um visual da cidade tão bonito quando o Petrn Park. Para chegar ao mesmo basta usar a linha vermelha do metrô e descer na estação que leva o nome do castelo. Existe uma lenda, de que o primeiro assentamento de Praga se deu nesse local, mas acho que deve ser o terceiro local onde o primeiro assentamento se deu... :)

Na foto ao lado observa-se ruínas de uma das partes da fortaleza do século XI ou XII. A muralha do castelo é impressionante, especialmente pelo tamanho da área protegida. Acredito que mais de 2 quilômetros quadrados, exatamente sobre o rio, ao sul do centro histórico.

O lugar muito bom para caminhadas e corridas, pois não é abarrotado de turistas como o centro, e é ligeiramente plano. A visão da cidade por esse ângulo também é bastante interessante, e mais uma vez prova como essa cidade é especial. Foi uma pena esse lugar cair sob dominação Soviética, considerando que fica mais a Oeste que Viena, por exemplo. Se Praga estiveese do lado ocidental, acredito que hoje seria um dos maiores destinos turísticos do mundo.

A rotunda ao lado, foi construída originalemente no século XI e reformada posteriormente. Há uma igreja (S.Pedro e S.Paulo) no meio do parque.


Há alguns cafés e restaurantes bacanas dentro do parque.

Ótimo lugar para uma tarde.


Finalizando, deixo minha reclamação ao odor público daqui. Alguém precisa convencer o povo aqui que suas axilas não são patrimômnio histórico. Não sei se é falta de desodorante ou banho, e também não vou perguntar para um Tcheco, mas quando um deles vem na sua direção com os braços levantados dá vontade de chorar....
 
 
 
Thursday, May 25, 2006
  Kutná Hora

Acordamos no domingo e fomos nos aventurar pela Bohemia com um trem comum. A estação de trens que está no metrô (linha Amarela) Namesti Republiky (Isso mesmo, é a Praça da República daqui, obviamente com 5% do tamanho da versão paulista) está conectada a Masarykovo Nadrazi de onde saem os trens. A estação está bastante velhinha e mal cuidada, mas é limpa e aparentemente segura. Possui apenas algumas plataformas, e a maioria dos trens percorre o interior do país. Acho que seria uma estação para os trens da CPTM de São Paulo, mas sem ninguém surfando no teto.

O trem é velhinho, e você vê nos vidros "Made in Cekoslovakia". Os bancos são parecidos aos dos CMTC do fim da década de 80, de um plástico azul. Enfim, ele balança bastante, para de 5 em 5 minutos no caminho e depois de 1h50 percorre os 87Km até Kuta Hora, um para leste de Praga, próximo a cidade de Kolín. O divertido é analisar as figuras que se encontra por aqui. Havia um tiozinho de calça social preta e blazer azul petróleo com uma gravata borboleta.

Como eu durmo em qualquer lugar, fui me cochilando até o destino final. A cidade é completamente isolada, e completamente vazia. Apesar de possui uma quantidade de construções razoável, você quase não encontra ninguém nas ruas, somente alguns turistas. Além dos bandos de Orientais e suas câmeras assassinas.

Da estação até o centro da cidade são 3100 metros, e facilmente se pode caminhar, pois o terreno até o centro é plano e o lugar tranquilo. A primeira Igreja que encontramos é do século XII, mas foi destruída e reconstruída no século XVIII. A Igreja fica ao lado de uma fábrica imensa da Phillip Morris, que deve ser ríquissima aqui, já que só eu a Sole não fumamos em todo o país. A igreja está vazia e fechada, pela reforma. Aqui você tem a sensação de que o governo ainda está pedalando para conseguir deixar o país pronto para os turistas.

Continuando o caminho está um dos pontos altos da cidade, uma igreja que se chama "Ossuário". Detalhe para mais uma torre anti-peste. A foto abaixo mostra a razão do nome. A igreja é decorada com ossadas de 40.000 pessoas enterradas em valas comuns na região. Existem 4 pirâmides de ossos, como a do lado, e todos os demais detalhes são assim. É um pouco impressionante no início, mas depois se observa o criativo trabalho, nas diversas esculturas e objetos preparados com os ossos. Um dos mais bem trabalhados é o lustre central, que impressiona pelo tamanho e pela perfeição na seleção do osso adequado para cara peça. Outros detalhes bastante ricos são pias batismais e os contornos dos arcos e paredes. A idéia do arquiteto Tcheco foi transmitir a mensagem:"Todos são iguais após a morte, portanto aqui serão usados ossos de ricos e pobres sem distinção. Imagina o que daria para ser feito com as valas comuns do Capão Redondo? Poderíamos reproduzir as pirâmides do Egito, fácil. Um dos detalhes mais interessantes é um escudo de armas pertencente a uma das importantes famílias Nobres (uma das que viveram no castelo de Krumlov, pois vimos o mesmo escudo lá). Como a tal família venceu uma importante batalha contra os Turcos, eles adicionaram uma homenagem a tal batalha no seu brasão. Seria uma lenda de que ao fim da batalha, Corvos comeram os olhos dos Turcos mortos. Resultado... Mataram um corvo para representar o escudo com realismo.

A igreja é toda cheia de simbolismos, realmente recomendável.



A cidade de Kutná Hora se desenvolveu sobre uma grande mina de prata que existia na região. Boa parte dos recursos do reino da Bohemia foram financiados pela tal mina, e no auge da exploração (séculos XIV e XV) a cidade desejava se tornar mais importante que Praga. A visita que fizemos a mina de Prata é muito interessante, mas não é recomendável para quem tem claustrofobia. Você recebe um traje de minerador, uma lanterna e desce uns 80 metros pelas galerias superiores da mina, enquanto a guia conta um pouco sobre a exploração do metal. Realmente é impressionante, a dificuldade para escavação, especialmente considerando toda a avançada tecnologia do século XIV e XV. Em um dos momentos da visita, a guia pede para que todos desliguem as lanternas para reproduzir a sensação dos mineradores. Aquilo sim é o escuro absoluto, assustador. Eles utilizavam uma vela pequena que iluminava pouco mas refletia sobre os aventais brancos, essa a razão da cor dos mesmos. O tour dura uns 45 minutos pela mina, por túneis estreitos que as vezes dão sensação de desespero quando os atravessa. Qualquer cidadão com mais de 1.80M deve sofrer aqui. A mina teve suas atividades interrompidas no século XVII, já que o metal havia ficado a muitos metros de profundidade, e as descobertas do metal na América Latina tornaram a atividade pouco rentável. No final há um museu com a história do processo de cunhagem de moedas.

O visual da cidade é lindo, especialmente sobre uma colina ao lado de onde as moedas eram cunhadas. Observa-se a Igreja de Sta Bárbara (padroeira dos mineradores) e o colégio Jesuíta (ainda em reforma e fechado ao público). O caminho até a Igreja é bacana e se passa por diversos restaurantes, onde almoçamos. Comida excelente e atendimento muito superior ao padrão daqui. O nome eu não sei, mas o lugar está na foto abaixo. Cerveja boa e barata, lugar tranquilo, temperatura agradável.... To parecendo besta, mas realmente isso é vida. A placa ao lado está na porta do prédio onde as moedas eram cunhadas. Não entendo tcheco, mas dá pra perceber as referências bacanas a sorte dessa região:"Primeiro o nazismo, depois o Comunismo". A igreja de Sta Bárbara é bonita, mas já cansa um pouco pois é o mesmo estilo Gótico por fora e barroco por dentro de quase todas as igrejas dessa região.
A cidade é muito boa para caminhadas, com um parque bonito abaixo da colina, passando ao lado do riacho que inundou a tal mina de prata anos atrás. Todo o lado esquerdo do rio, foi construído sobre a terra extraída para a perfuração da mina. Acho que deve ser uma montanha de uns 80 metros de altura com quase 1Km de extensão.

Voltamos para Praga, saindo da mesma estação em Kutná Hora, no trem das 20h10, chegando 22hs... Canasados...
 

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