Um dos locais mais antigos de Pragas é Vyšehrad, um castelo situado um pouco afastado do centro turístico, mas muito bonito, com um visual da cidade tão bonito quando o Petrn Park. Para chegar ao mesmo basta usar a linha vermelha do metrô e descer na estação que leva o nome do castelo. Existe uma lenda, de que o primeiro assentamento de Praga se deu nesse local, mas acho que deve ser o terceiro local onde o primeiro assentamento se deu... :)
impressionante, especialmente pelo tamanho da área protegida. Acredito que mais de 2 quilômetros quadrados, exatamente sobre o rio, ao sul do centro histórico.
abarrotado de turistas como o centro, e é ligeiramente plano. A visão da cidade por esse ângulo também é bastante interessante, e mais uma vez prova como essa cidade é especial. Foi uma pena esse lugar cair sob dominação Soviética, considerando que fica mais a Oeste que Viena, por
exemplo. Se Praga estiveese do lado ocidental, acredito que hoje seria um dos maiores destinos turísticos do mundo. 

Como eu durmo em qualquer lugar, fui me cochilando até o destino final. A cidade é completamente isolada, e completamente vazia. Apesar de possui uma quantidade de construções razoável, você quase não encontra ninguém nas ruas, somente alguns turistas. Além dos bandos de Orientais e suas câmeras assassinas.
e facilmente se pode caminhar, pois o terreno até o centro é plano e o lugar tranquilo. A primeira Igreja que encontramos é do século XII, mas foi destruída e reconstruída no século XVIII. A Igreja fica ao lado de uma fábrica imensa da Phillip Morris, que deve ser ríquissima aqui, já que só eu a Sole não fumamos em todo o país. A igreja está vazia e fechada, pela reforma. Aqui você tem a sensação de que o governo ainda está pedalando para conseguir deixar o país pronto para os turistas.
Continuando o caminho está um dos pontos altos da cidade, uma igreja que se chama "Ossuário". Detalhe para mais uma torre anti-peste.
A foto abaixo mostra a razão do nome. A igreja é decorada com ossadas de 40.000 pessoas enterradas em valas comuns na região. Existem 4 pirâmides de ossos, como a do lado, e todos os demais detalhes são assim. É um pouco impressionante no início, mas depois se observa o criativo trabalho, nas diversas esculturas e objetos preparados com os ossos. Um dos mais bem trabalhados é o lustre central, que impressiona pelo tamanho e pela perfeição na seleção do osso adequado para cara peça.
Outros detalhes bastante ricos são pias batismais e os contornos dos arcos e paredes. A idéia do arquiteto Tcheco foi transmitir a mensagem:"Todos são iguais após a morte, portanto aqui serão usados ossos de ricos e pobres sem distinção. Imagina o que daria para ser feito com as valas comuns do Capão Redondo?
Poderíamos reproduzir as pirâmides do Egito, fácil. Um dos detalhes mais interessantes é um escudo de armas pertencente a uma das importantes famílias Nobres (uma das que viveram no castelo de Krumlov, pois vimos o mesmo escudo lá).
Como a tal família venceu uma importante batalha contra os Turcos, eles adicionaram uma homenagem a tal batalha no seu
brasão. Seria uma lenda de que ao fim da batalha, Corvos comeram os olhos dos Turcos mortos. Resultado... Mataram um corvo para representar o escudo com realismo.
Boa parte dos recursos do reino da Bohemia foram financiados pela tal mina, e no auge da exploração (séculos XIV e XV) a cidade desejava se tornar mais importante que Praga. A visita que fizemos a mina de Prata é muito interessante, mas não é recomendável para quem tem claustrofobia. Você recebe um traje de minerador, uma lanterna e desce uns 80 metros pelas galerias superiores da mina, enquanto a guia conta um pouco sobre a exploração do metal. Realmente é impressionante, a dificuldade para escavação, especialmente considerando toda a avançada
tecnologia do século XIV e XV. Em um dos momentos da visita, a guia pede para que todos desliguem as lanternas para reproduzir a sensação dos mineradores. Aquilo sim é o escuro absoluto, assustador. Eles utilizavam uma vela pequena que iluminava pouco mas refletia sobre os aventais brancos, essa a razão da cor dos mesmos. O tour dura uns 45 minutos pela mina, por túneis estreitos que as vezes dão sensação de desespero quando os atravessa. Qualquer cidadão com mais de 1.80M deve sofrer aqui. A mina teve suas atividades interrompidas no século XVII, já que o metal havia ficado a muitos metros de profundidade, e as descobertas do metal na América Latina tornaram a atividade pouco rentável. No final há um museu com a história do processo de cunhagem de moedas.
O visual da cidade é lindo, especialmente sobre uma colina ao lado
de onde as moedas eram cunhadas. Observa-se a Igreja de Sta Bárbara (padroeira dos mineradores) e o colégio Jesuíta (ainda em reforma e fechado ao público). O caminho até a Igreja é bacana e se passa por diversos restaurantes, onde almoçamos. Comida excelente e
atendimento muito superior ao padrão daqui. O nome eu não sei, mas o lugar está na foto abaixo. Cerveja boa e barata, lugar tranquilo, temperatura agradável.... To parecendo besta, mas realmente isso é vida.
A placa ao lado está na porta do prédio onde as moedas eram cunhadas. Não entendo tcheco, mas dá pra perceber as referências bacanas a sorte dessa região:"Primeiro o nazismo, depois o Comunismo". A igreja de Sta Bárbara é bonita, mas já cansa um pouco pois é o mesmo estilo Gótico por fora e barroco por dentro de quase todas as igrejas dessa região.
A cidade é muito boa para caminhadas, com um parque bonito abaixo da colina,
passando ao lado do riacho que inundou a tal mina de prata anos atrás. Todo o lado esquerdo do rio, foi construído sobre a terra extraída para a perfuração da mina. Acho que deve ser uma montanha de uns 80 metros de altura com quase 1Km de extensão.
Voltamos para Praga, saindo da mesma estação em Kutná Hora, no trem das 20h10, chegando 22hs... Canasados...
Depois que se desacostuma aos bons expressos, a solução é encontrar um lugar com um bom Capuccino ou Latte, por preços decentes, e o Coffee Heaven é uma boa alternativa. Sendo uma cadeia com lojas em Shoppings (Flora) e na rua (No fim da Vaclavske Namesti a direita (Na Prikope), na Staromesteka, etc), você paga 43 coroas (4,3 R$) por um copo razoável de um bom "café com leite". Os restaurantes e cafés cobram por volta de 70 Coroas por cafés de qualidade bastante razoável, isso quando eles estão quentes. Além disso os bolos e cheesecackes são ótimos.
Além disso, a loja é bastante agradável, sempre com música ambiente (várias vezes eu escutei Vinícius, Caetano, etc), atendimento rápido, etc. Padrão Britânico de qualidade ;) Alguns textos nas paredes também são bastante inspiradores.
Nas estradas, agora sem neve, percebe-se o uso intensivo da terra para agricultura. Eu só não consegui identificar o que são essas flores amarelas que cobrem mais de 1/4 de toda a terra do interior.
por incêndios, guerras e reconstruída. Após o século XVII não houveram mais grandes destruições, e o lugar vem sendo conservado desde então. A Unesco delcarou a cidade patrimônio histórico da humanidade após o fim do regime Soviético. Chega-se através de um Castelo, que é a grande atração da cidade. O Castelo fica atrás de um Rio (um dos braços do Vlatva). A foto ao lado
mostra o que se pode ver pelas aberturas existentes na muralha do acesso superior ao castelo. O rio em formato de ferradura protege a envolve a cidade, sendo que do outro lado existe uma colina. A cidade é muito bem conservada, e possui diversos restaurantes típicos com a Cer
veja da região (Eggenberg), que leva o nome de uma das famílias que viveu no castelo. Diz a lenda que o nome da cerveja foi escolhido por que a tal família não possuía mais poder na época, e não poderia criar problemas para os cervejeiros. Almoçamos em um restaurante próximo a praça da cidade, nada
de espetacular, e a cerveja é boa, mas a Urquel e Staropramen ainda superam. O centro é bem agradável, e bastante conservado, com ruas estreitas e casas renovadas. O tempo agradável com a temperatura por volta dos 19/20 graus, permite que você fique no Sol que se forme uma poça sob seus pés :)
odo o castelo. O símbolo de um enevelope, é bastante parecido com a bandeira Tcheca, e parece ter influenciado a bandeira do país. Não encontrei informações sobre isso na web, mas não acredito na coincidência.
O Rio é bastante limpo (como em todas as partes do país que estive até agora), e percebe-se a importância que dão a conservação do mesmo, por sua vital importância econômica (e agora turística).O Castelo foi construído sobre uma colina de pedras, e percebe-se que a mesma foi usada como parte do alicerce do mesmo. Outra coisa interessante é o significado desses monumentos nas praças das cidades com um poste e imagens de santos, jesus, etc. Eles acreditavam que as pestes eram castigos divinos, e que esses adornos protegeriam as cidades da fúria divina. Mal sabiam eles, que um bom banho poderia ajudar mais que o monumento. Mesmo porque, as pestes se foram, mas o banho não veio (o que é mais evidente com a temperatura acima de 10 graus) hehe.
O castelo tem uma história interessante, pois foi ocupado por 3 diferentes famílias que foram comprando ou herdando da anterior. Nenhuma das famílias era real, mas sim pessoas ricas e influentes politicamente na região. Por uma questão de $$$ o castelo é praticamente todo decorado com desenhos de pedras, pois não havia dinheiro para trazer pedras "de verdade".
Cada família construiu uma parte do castelo, sendo que um dos primeiros moradores matou sua mulher que então se transformou em um fantasma, habitando até hoje o local. Diz a lenda que ela usa luvas coloridas retaltivas ao seu "humor" no momento. O próprio assassino morreu no castelo e se transformou no segundo fantasma do castelo, e parece que esse realmente é "do mal", assombrando a vida dos moradores da região. O castelo também tem alguns ursos, mantendo a tradição das antigas famílias que sempre criaram esses animais ali. Nos diversos quartos do castelo, observa-se vários tapetes de ursos.
O castelo é muito bem conservado e a visita leva a todos os aposentos dos seus moradores ilustres, e aprende-se um pouco sobre os rituais da época. Alguns são interessantes, como obrigar o visitante a beber uma garrafa de 1 litro de vinho Moraviano misturado com água, como sinal de respeito ao nobre. E isso numa golada só, o que deveria ser um martírio considerando o que se fala dos vinhos da Morávia. As mesas de banquete bem caracterizadas, algumas sem talheres que somente foram introduzidos entre o século XVII e XVIII.
Voltamos a Praga depois, e aproveitamos o bonito sábado, com sol até as 21hs ;)
qualidade de vida. E como segurança é trauma para quem veio da terra do PCC (até em Jornal Tcheco a sigla aparece) olhar um carro blindado da Brinks como esse parece piada.
antém abertos até bastante tarde, para receber o imenso número de turistas. A quantidade de Espanhóis nas ruas é surreal. Me pediram informação umas 3 vezes nos últimos 2 dias... todos Gallegos.
O Petrn Park fica muito bacana nessa época, com uma área adicional aberta. Muito bem conservado e tranquilo. Pode-se passear sem stress e descansar em algumas áreas completamente vazias.
exposto na ocasião da expo retratando uma batalha entre os Suecos e os Bohemios na ponte Charles (Guerra dos 30 anos). Muito bem caracterizado, com alguns canhões, capacetes e armas c
olocados na frente da pintura (Os Suecos perderam a batalha, é claro). Paga-se 20 coroas (R$ 2) por pessoa. Ao final do parque, tem-se uma boa vista da cidade, agora com toda a colina verde...
Descendo em direção ao rio, passamos por um lugar que não conhecia, que divide ao parque ao meio e chega até a rua que dá acesso a Ponte Charles.
Nada como terminar o dia com um café na praça da cidade nova, com o Sol se pondo após as 20h45. A rua cheia de pessoas caminhando, o comércio aberto. Nem parece a Praga (cidade) do inverno onde fui tocado de alguns cafés as 20h30.